Um programa é
software livre se os usuários têm todas essas liberdades.
Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias,
seja com ou sem modificações, seja de graça ou
cobrando uma taxa pela distribuição, para
qualquer
um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa
(entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar
pela permissão.
Você deve também ter a liberdade de
fazer modificações e usá-las privativamente no
seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se
você publicar as modificações, você não
deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum
modo em especial.
A liberdade de utilizar um programa significa a
liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica
utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para
qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário
comunicar ao desenvolvedor ou a qualquer outra entidade em especial.
A liberdade de redistribuir cópias deve
incluir formas binárias ou executáveis do programa,
assim como o código-fonte, tanto para as versões originais
quanto para as modificadas. Está ok se não for possível
produzir uma forma binária ou executável (pois algumas
linguagens de programação não suportam este recurso),
mas deve ser concedida a liberdade de redistribuir essas formas caso
seja desenvolvido um meio de criá-las.
De modo que a liberdade de fazer modificações,
e de publicar versões aperfeiçoadas, tenha algum significado,
deve-se ter acesso ao código-fonte do programa. Portanto, acesso
ao código-fonte é uma condição necessária
ao software livre.
Para que essas liberdades sejam reais, elas tem
que ser irrevogáveis desde que você não faça
nada errado; caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar
a licença, mesmo que você não tenha dado motivo,
o software não é livre.
Entretanto, certos tipos de regras sobre a maneira de distribuir software
livre são aceitáveis, quando elas não entram
em conflito com as liberdades principais. Por exemplo, copyleft (apresentado
de forma bem simples) é a regra de que, quando redistribuindo
um programa, você não pode adicionar restrições
para negar para outras pessoas as liberdades principais. Esta regra
não entra em conflito com as liberdades; na verdade, ela as
protege.
Portanto, você pode ter pago para receber
cópias do software GNU, ou você pode ter obtido cópias
sem nenhum custo. Mas independente de como você obteve a sua
cópia, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar
o software, ou mesmo de
vender cópias.
"Software Livre" Não significa "não-comercial".
Um programa livre deve estar disponível para uso comercial,
desenvolvimento comercial, e distribuição comercial.
O desenvolvimento comercial de software livre não é
incomum; tais softwares livres comerciais são muito importantes.
Regras sobre como empacotar uma versão modificada
são aceitáveis, se elas não acabam bloqueando
a sua liberdade de liberar versões modificadas. Regras como
"se você tornou o programa disponível deste modo, você
também tem que torná-lo disponível deste outro
modo" também podem ser aceitas, da mesma forma. (Note que tal
regra ainda deixa para você a escolha de tornar o programa disponível
ou não.) Também é aceitável uma licença
que exija que, caso você tenha distribuído uma versão
modificada e um desenvolvedor anterior peça por uma cópia
dele, você deva enviar uma.
Fonte:
http://www.gnu.org/