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IPDE atende portadores de necessidades especiais

06.05.2011

Segundo o IBGE, dados do censo de 2000, 14,5% da população brasileira tem algum tipo de necessidade especial. Isso representa cerca de 26 milhões de pessoas com alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou com alguma deficiência intelectual.

Desse universo de grandes proporções, apenas nove milhões de pessoas estão inseridas no mercado de trabalho, sendo 5,6 milhões do sexo masculino e 3,5 milhões do sexo feminino. Desses nove milhões, cerca de 70% recebem, de uma perspectiva otimista, até dois salários mínimos de remuneração. Sabe-se que a falta de oportunidades e o mercado engessado em suas ações “solidárias” por cotas ainda não atende às necessidades de quem tem limitações e precisa trabalhar para sobreviver. Considerando-se que a população brasileira, em 2000, era de 169,8 milhões de pessoas e que, hoje, somos mais de 190 milhões, é bem provável que esses números sejam ainda maiores.

Sabemos que o mercado de trabalho permanece sem oportunidades para quem precisa. De um lado, temos um mercado deficitário de oportunidades e de outro, um número considerável de pessoas carentes de qualificação. Se por um lado, o fato de ser portador de necessidades especiais é um fator limitador, por outro lado, a falta de mão de obra qualificada piora ainda mais este quadro.

Em 1991 o Governo Federal, mediante a lei 8.213, estipulou que entre 2 a 5% do total dos postos de trabalho de empresas com mais de 100 funcionários tem de ser ocupados por pessoas portadoras de necessidades especiais, porém, em virtude da falta de qualificação dessas pessoas, algumas empresas ainda enfrentam dificuldades para cumprir esta exigência legal.

Assim, pensando na melhoria da qualidade de vida das pessoas e em facilitar o cumprimento da lei por parte das empresas, o IPDE busca facilitar o acesso e incluir pessoas portadoras de necessidades especiais em seu quadro de alunos, proporcionando meios de acesso diferenciados e adaptados às necessidades desses alunos, para que possam capacitar-se para o mercado de trabalho. Afinal, não basta apenas dedicação por parte desses estudantes, a instituição precisa oferecer meios para que a aprendizagem seja possível.

Para deficientes visuais, por exemplo, o IPDE disponibiliza aparelhos de mp3 com áudio book do curso, a fim de possibilitar o acompanhamento das aulas e auxiliar os estudantes a desenvolver ainda mais seus conhecimentos.

Oferecidos os meios necessários, a disposição e a dedicação dos estudantes farão a diferença. Um bom exemplo dessa combinação de fatores positivos é o caso de Marcella Pollyana Martins, modelo de determinação para todos aqueles que, por algum motivo, sentem dificuldade em buscar alternativas de crescimento profissional. Aos 26 anos, deficiente visual, Marcella frequentou o curso de Administração do Programa ProJovem Trabalhador, executado pelo IPDE em Rio Verde/GO. Sua limitação física não foi uma barreira suficientemente grande para tirar-lhe os sonhos. Carlos Barbosa, instrutor de Marcella na Qualificação Social, conta que ela foi uma das estudantes mais dedicadas da turma e que a jovem frequentou assiduamente as aulas, participando e interagindo eficientemente com seus colegas e professores.

“É uma alegria muito grande participar de um processo de qualificação e saber que, assim, posso garantir também mais oportunidades para meu futuro profissional. O IPDE tem sido atencioso e pronto em atender minhas necessidades sempre contribuindo com muito carinho para facilitar meu aprendizado. Agradeço por essa oportunidade”, conta Marcella.

Ainda no curso de Administração, o aluno Samuel Pereira de Araujo, 18 anos, é outro grande exemplo. Ele é deficiente auditivo e pretende ingressar no mercado de trabalho assim que concluir a capacitação profissional ministrada pelo IPDE. Para auxiliar Samuel durante seu curso, o IPDE disponibilizou um intérprete de libras que o acompanha em todas as aulas.

Para Rúbia Cardoso, instrutora do curso, experiências como essa, não são apenas gratificantes e muito especiais, mas ajudaram-na também no aprendizado de novas formas de lidar com as diferenças.

No município de Imperatriz no Maranhão, a aluna Rericilane de Paula Floriano, é cadeirante e tem dificuldades na fala. Com apenas 24 anos foi um exemplo para seus colegas e uma lição de vida para todos que convieram com ela durante o curso. Matriculada no arco de Telemática, recebeu o certificado juntamente com outros mil alunos na solenidade ocorrida no dia 08 de abril de 2011, no Município de Imperatriz (MA).

A respeito das diferenças, O Professor Dr. Elias Motta, presidente do IPDE, traduz a visão do Instituto, ao ressaltar que:

“O século XXI será o século do reconhecimento do direito à diferença, por isso pessoas e organizações precisam eliminar preconceitos e se preparar para conviver harmoniosamente com as diferenças, respeitando as particularidades e dando mais oportunidades a todos. Enquanto as limitações podem ser físicas ou mentais, os limites são emocionais. É preciso expandir horizontes, levando a inclusão para os muitos cantos do país. A preocupação com a educação e mudança de vida das pessoas, faz parte da missão do IPDE”